Por mais que eu sonhasse, não foi por falta de TPM que sumi do blog. Sem namorado para aturar minhas crises e na TPF (Tensão Pré-Férias) do sirviço, tenho motivos de sobra para finalmente tirar a poeira daqui.
Tá, o motivo é outro. Fui contactada para ser personagem numa matéria sobre a TPM. Isso mesmo! Eu, que quase todo santo dia vivo numa caça infinita atrás de quem queira falar sobre qualquer assunto em pauta na TV, vou dividir o meu drama mensal. Fiquei pensando no que vou ter que contar e vi que a vida de solteira é ainda pior para quem sofre desse mal (isso vai render novos posts!).
E cheguei a algumas tristes (sente o drama) conclusões: em poucos meses engordei mais de valor impublicável quilos, me apaixonei, desapaixonei e apaixonei novamente numa velocidade constrangedora, descobri que ainda (mais de 9 meses depois) não sei ser sozinha, cansei do trabalho, me motivei com o trabalho e me cansei de novo com o trabalho, tive insônia, dormi mais do que a cama e perdi o sono, chorei demais, bebi demais, irritei demais, sofri demais…
Posso resumir a ladainha? Aquela mesma TPM que dura alguns poucos muitos dias me acompanhou, REALLY, durante os últimos meses todos. E como assim eu não vim chorar minhas pitangas aqui? Faltou tempo e vergonha na cara.
Na verdade, só hoje pude ver que as mudanças na minha vida (algumas boas, tenho que registrar) foram bem parecidas com a tal TPM. Uma oscilação de sensações, uma vontade danada de pedir colo e um quê de “não sei o que vai ser de mim”.
Mas como em todo drama, chega uma hora em que a gente cansa de bancar a vítima, seca as lágrimas e sacode a poeira. Adotei algumas posturas e lá se foi a menina que sonhava em viver numa novela mexicana à espera de um final feliz cinematográfico.
Encarei a realidade. Não perdi o otimismo. E? Ainda sofro INTENSAMENTE da TPM. Não adianta. Não sei se é carma, genético ou alguma fraqueza de personalidade. A única certeza é que ainda há motivos de sobra para dizer que a culpa é dela.
Por isso, tô estamos de volta!





